Mais de 1.500 moçambicanos foram recrutados no primeiro semestre para trabalhar em Portugal, metade através do Instituto Nacional de Emprego, anunciou à Lusa o Presidente da República, Daniel Chapo, que parte para Lisboa numa visita oficial.
MAPUTO, Moçambique — Mais de 1.500 moçambicanos foram recrutados, entre Janeiro e Junho deste ano, para trabalhar em Portugal em áreas com falta de profissionais, cerca de metade dos quais através do Instituto Nacional de Emprego. A informação foi avançada à agência Lusa pelo Presidente da República, Daniel Chapo, que partiu para Lisboa numa visita oficial, tendo o Chefe de Estado sublinhado a boa integração da comunidade moçambicana em Portugal.
Segundo Daniel Chapo, o país está já a materializar o acordo de mão-de-obra entre Moçambique e Portugal, através do qual, só entre Janeiro e Junho, mais de 1.500 moçambicanos saíram do país rumo a Portugal, dos quais cerca de 800 por via do Instituto Nacional de Emprego. O Presidente afirmou pretender continuar a reforçar este canal público de encaminhamento de mão-de-obra moçambicana para o mercado de trabalho português.
De acordo com o Governo português, este recrutamento envolve o Instituto do Emprego e Formação Profissional de Portugal, ao abrigo dos acordos de mobilidade laboral entre os dois países, mas também agências privadas de emprego, para áreas com carência de mão-de-obra em Portugal, como os transportes, a metalomecânica e a construção civil. Segundo Daniel Chapo, um levantamento feito junto das agências privadas e do Instituto Nacional de Emprego confirmou que cerca de 1.500 moçambicanos conseguiram ir para Portugal apenas no primeiro semestre, resultado que o Presidente associou às excelentes relações entre os dois países.
Actualmente residem em Portugal mais de 15 mil moçambicanos, sendo esta, segundo o Presidente da República, uma das comunidades mais bem integradas no país europeu. Daniel Chapo apelou a que a comunidade moçambicana continue a pautar-se pela humildade e pelo cumprimento das leis portuguesas, sublinhando que, tal como os portugueses residentes em Moçambique respeitam as leis moçambicanas, é fundamental que os moçambicanos em Portugal respeitem as leis do país onde vivem. O Chefe de Estado concluiu que esse respeito mútuo é essencial para manter Moçambique e Portugal unidos e coesos, e para continuar a criar melhores condições de vida para os cidadãos de ambos os países. Top24 Horas News – A informação que move Moçambique, 24 horas por diaTop24horasnews.
Marcelino S. Francisco é editor-chefe do Top24horasnews com 8 anos de experiência em jornalismo económico.