Venâncio Mondlane cidadão sem partido com Projecto Político | Top 24 Horas News

Venâncio Mondlane cidadão sem partido com Projecto Político

Venâncio Mondlane quer Anamola como referência mundial

O líder do partido moçambicano Anamola, Venâncio Mondlane, pediu aos membros da formação, em Maputo, que a transformem numa das maiores organizações políticas de África e do mundo, apelando a um empenho intenso dos militantes para ajudar Moçambique a crescer nos próximos anos.

Por Ivonaldo Celio

MAPUTO, Moçambique — O líder da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), Venâncio Mondlane, pediu nesta sexta-feira (17 de Julho) aos membros do partido que transformem a formação numa das melhores organizações políticas de África e do mundo, como forma de contribuir para o desenvolvimento de Moçambique. O apelo foi feito em Maputo, durante uma cerimónia de tomada de posse de vários quadros para funções de direcção nos órgãos executivos do Anamola, ocasião em que Mondlane exigiu aos militantes um empenho intenso na acção política do partido.

Segundo as informações avançadas pela agência Lusa, Mondlane afirmou pretender que Moçambique se torne, dentro de dez anos, "uma das maiores nações do mundo", condicionando esse objectivo ao crescimento prévio do próprio partido: "O que nós estamos a sonhar para o país [é que], em dez anos, Moçambique [seja] uma das maiores nações do mundo, mas para isso é preciso primeiro que o partido que quer fazer isso seja ele próprio um dos maiores do mundo."

De acordo com a mesma fonte, o líder do Anamola defendeu ainda que a formação deve posicionar-se acima do contexto nacional, comparando-a às maiores organizações políticas do continente africano: "Primeiro temos que nos posicionar como um partido que está muito acima de Moçambique, temos que nos posicionar como um dos maiores partidos de África. Se conseguirmos fazer isso, em Moçambique, ao chegarmos ao poder, vamos elevar Moçambique para uma das maiores nações do mundo."

Conforme o comunicado divulgado pela jornal, o candidato presidencial nas eleições de 2024 alertou os membros do Anamola de que uma actuação "normal" do partido limitaria os seus resultados à vitória em futuros actos eleitorais, sem retirar Moçambique da situação de estagnação, pelo que pediu aos militantes que actuem como uma "máquina de guerra" na acção política: "O que espero de vocês que estão aqui é que cada um de vocês tem que ser uma máquina de guerra, uma metralhadora imparável, um míssil balístico intercontinental. Tudo o que fizerem tem que ser míssil balístico, uma arma de guerra jamais vista, cada um de vós tem que ser isso. E se assim for, o céu há de ser o limite do Anamola."

Mondlane pediu ainda "comprometimento" aos quadros empossados, criticando os militantes que justificam a falta de resultados com a escassez de recursos, e apelou a um esforço adicional dos membros do partido pelo sucesso da formação. O dirigente sublinhou igualmente a importância da honestidade na actuação política, alertando para o risco de conflitos internos e de problemas com a justiça em caso de comportamento desonesto: "Se não houver uma postura honesta, pode ser comprometido, pode dar sangue, mas se vive uma vida desonesta (…) não espere durar muito tempo, tarde ou cedo vai ser liquidado. Se é coordenador e faz jogos com a posição para chantagear os membros, fica a saber que não vai durar."

Conforme a informação avançada pela fonte, Venâncio Mondlane era o único candidato à presidência do Anamola, partido que fundou em Agosto do ano passado e que presidia interinamente até à sua eleição definitiva, ocorrida numa convenção realizada em Junho, com a participação de cerca de 400 delegados e dezenas de convidados nacionais e estrangeiros.

O discurso de Venâncio Mondlane reforça a estratégia de afirmação política do Anamola em Moçambique, num momento em que o partido consolida a sua estrutura de direcção interna e projecta uma actuação de maior visibilidade regional e internacional.

Marcelino S. Francisco

Marcelino S. Francisco é editor-chefe do Top24horasnews com 8 anos de experiência em jornalismo económico.

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