O governo do distrito de Inhassunge promoveu uma cerimónia solene nesta terça-feira, 16 de Junho de 2026, para assinalar o Dia da Criança Africana e o aniversário do Massacre de Mueda, unindo manifestações culturais e reflexão histórica.
INHASSUNGE, Moçambique — O distrito de Inhassunge, na província da Zambézia, acolheu nesta terça-feira, 16 de Junho, as celebrações oficiais do Dia da Criança Africana em simultâneo com a passagem de mais um ano desde o Massacre de Mueda. O evento solene, que contou com diversas expressões e manifestações culturais da região, serviu de palco para uma profunda avaliação sobre o percurso histórico nacional, a protecção legal dos menores e o sacrifício dos heróis nacionais na luta contra a ocupação colonial.
O que pediram as crianças ao governo distrital durante as celebrações?
De acordo com as informações avançadas pelo portal, a representante das crianças aproveitou o momento de leitura da mensagem oficial para exigir do executivo local maior prioridade na protecção dos seus direitos básicos.
A porta-voz da camada infantil sublinhou a urgência de se criarem oportunidades concretas e sustentáveis que impulsionem o bem-estar e o desenvolvimento da infância em todos os pontos do distrito de Inhassunge, exortando as autoridades públicas a manterem-se firmes no cumprimento das leis de protecção aos menores.
"É fundamental que o executivo priorize o respeito mútuo pelos nossos direitos e abra caminhos reais para a nossa valorização."
Segundo os dados publicados pelas autoridades locais, o Secretário Permanente do distrito, Celino António Adriano, assumiu publicamente o compromisso de reforçar as acções de fiscalização adstritas ao sector.
Em representação oficial do executivo de Inhassunge, Adriano assegurou que o governo distrital continua a trabalhar de forma empenhada no desenho e execução de medidas práticas. O foco da liderança reside na abertura de novas frentes de apoio social e em acções dirigidas à valorização integral da criança na sociedade civil.
| Eixo Temático | Compromissos e Directrizes Anunciadas |
|---|---|
| Direitos da Infância | Reforço na fiscalização do cumprimento das garantias legais e criação de novas oportunidades de desenvolvimento. |
| Memória Histórica | Preservação do legado do Massacre de Mueda (16 de Junho de 1960) como motor da resistência anti-colonial. |
Conforme as declarações partilhadas por Celino António Adriano, o Massacre de Mueda deve ser mantido vivo na memória colectiva por representar um marco divisório na história da libertação de Moçambique.
O dirigente lembrou aos presentes na cerimónia que o fuzilamento brutal de cidadãos moçambicanos pelas forças militares coloniais portuguesas, ocorrido a 16 de Junho de 1960 no planalto de Mueda, em Cabo Delgado, expôs a crueldade do regime da época. Contudo, aquele trágico episódio serviu para consolidar a união nacional e a resistência armada que culminaria na proclamação da independência do país no ano de 1975.
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