Moradores do distrito de Inhassunge, na província da Zambézia, denunciam que a farmácia do Centro de Saúde local distribui medicamentos com base em relações pessoais com os funcionários, prejudicando pacientes sem ligações próximas ao pessoal da unidade. A comunidade relata ainda casos de recusa ou demora no atendimento a doentes graves. A direção da unidade não respondeu até ao fecho desta edição.
INHASSUNGE, Zambézia — Moradores de Inhassunge denunciam, junto desta redação, alegado favoritismo na distribuição de medicamentos no Centro de Saúde do distrito, além de relatos de falta de assistência adequada a pacientes com quadros clínicos graves. As denúncias foram partilhadas por residentes da zona, mas ainda não foram confirmadas por fontes oficiais.
Segundo testemunhos recolhidos junto da comunidade, a entrega de comprimidos e outros tratamentos essenciais na farmácia da unidade sanitária estaria a ser condicionada por proximidade pessoal com os funcionários. De acordo com os relatos, pacientes sem ligações próximas ao pessoal de saúde enfrentariam maior dificuldade para obter os medicamentos de que necessitam. Esta redação não conseguiu, até ao momento, verificar estas alegações junto de fontes oficiais do sector de saúde.
A comunidade relata também situações envolvendo pacientes com diagnósticos graves — entre eles suspeitas de malária cerebral, problemas cardíacos e gastrite — que terão enfrentado recusa ou demora no atendimento por parte da equipa de enfermagem. Num dos casos descritos pelos moradores, uma paciente idosa que necessita de acompanhamento mensal terá sido inicialmente impedida de receber assistência, após ser acusada por enfermeiras de não tomar a medicação correctamente. Segundo o relato, o atendimento só ocorreu depois da intervenção de outro profissional de saúde da unidade. Esta informação não foi, até à publicação, confirmada pela direção do centro.
Esta reportagem contactou a direção do Centro de Saúde de Inhassunge para obter esclarecimentos sobre as denúncias, mas não obteve resposta até ao fecho desta edição. Também não há, até ao momento, pronunciamento das autoridades distritais de saúde da Zambézia sobre o assunto.
Para além das questões relacionadas com medicamentos e atendimento, moradores apresentaram também outras denúncias mais graves contra a unidade sanitária, que envolvem possíveis crimes e exigem confirmação junto das autoridades policiais e de proteção à criança antes de poderem ser tratadas como factos. Esta redação está a apurar essas informações separadamente e só as publicará após confirmação oficial. Acompanhe notícias atualizadas diariamente no Top24horasnews.
Marcelino S. Francisco é editor-chefe do Top24horasnews com 8 anos de experiência em jornalismo económico.