Autonomia para Centro de Arroz de Namacurra vai impulsionar soberania alimentar em Moçambique
NAMACURRA, Zambézia, Moçambique — O Governo moçambicano manifestou a intenção de conferir autonomia administrativa ao Centro de Liderança e Pesquisa de Arroz de Namacurra, na província da Zambézia, com o objectivo de reforçar a capacidade de investigação agrária e acelerar o caminho do país rumo à soberania alimentar. O anúncio foi feito pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, no sábado, 31 de Maio de 2026, no final de uma visita de trabalho de dois dias à região, durante a qual constatou limitações administrativas que travam o funcionamento pleno da instituição.
Por que o Centro de Namacurra precisa de autonomia?
De acordo com as informações avançadas pela Agência de Informação de Moçambique (AIM), o Centro de Liderança e Pesquisa de Arroz de Namacurra não dispõe actualmente de mecanismos próprios para gerir recursos nem para executar, em tempo útil, as actividades inerentes aos seus programas de investigação científica.
O que muda com a autonomia administrativa?
Conforme as declarações do governante registadas pela AIM, a concessão de autonomia administrativa ao centro permitirá que a instituição tenha orçamento próprio, defina as suas prioridades científicas e implemente o plano de actividades com maior eficiência e independência operacional.
"Há um desafio administrativo que tenho de resolver, em coordenação com os meus colegas das Finanças, que é conferir a este centro alguma autonomia administrativa, para que possa ter um orçamento próprio e implementar o seu programa de trabalho." — Roberto Albino, Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas de Moçambique.
Segundo as informações avançadas pelo ministro, o Governo está a trabalhar com parceiros de cooperação internacional para mobilizar os recursos necessários ao funcionamento da instituição, com expectativas de que o centro desempenhe um papel mais relevante já na Campanha Agrária 2026/27.
Qual é o alcance regional do Centro de Namacurra?
O Centro de Liderança e Pesquisa de Arroz de Namacurra tem uma dimensão que ultrapassa as fronteiras de Moçambique, devendo servir também os países vizinhos da região austral de África. De acordo com o ministro Roberto Albino, esta vocação regional justifica a transformação da instituição num verdadeiro centro de excelência para a investigação agrária, capaz de influenciar políticas e práticas agrícolas em toda a região.
O que o Governo planeia fazer?
Segundo as informações avançadas pela AIM com base nas declarações do ministro, os passos imediatos incluem:
- Coordenação com o Ministério das Finanças: Roberto Albino confirmou que irá trabalhar com os seus homólogos das Finanças para formalizar e viabilizar a autonomia administrativa do centro.
- Mobilização de parceiros: O Governo está em diálogo com parceiros de cooperação para garantir financiamento e suporte técnico ao funcionamento da instituição.
- Montagem de equipamentos: Os equipamentos já disponíveis no centro serão montados brevemente, reforçando a infraestrutura técnica disponível para os investigadores.
Quando é que o centro poderá ter impacto na produção de arroz em Moçambique?
O ministro Roberto Albino manifestou a expectativa de que o Centro de Namacurra assuma um papel mais activo e relevante já durante a Campanha Agrária 2026/27. Conforme o balanço divulgado após a visita ministerial, o governante saiu "bastante animado" da instituição, afirmando ter encontrado "a base científica de que precisávamos para lançar esta luta pela soberania alimentar do nosso país."Se a coordenação entre os Ministérios da Agricultura e das Finanças avançar com a celeridade desejada, Namacurra poderá tornar-se um polo de referência regional na investigação sobre o arroz — cultura estratégica para a segurança alimentar de milhões de moçambicanos e dos países vizinhos. Acompanhe notícias actualizadas diariamente no Top24horasnews.
Marcelino S. Francisco é editor-chefe do Top24horasnews com 8 anos de experiência em jornalismo económico.